domingo, 10 de junho de 2012

Pablo, do ‘Qual é a música?’, ressurge e pode ser candidato em São Paulo


Desde que foi dado como morto, em 1999, após um jornal paulista publicar em nota que ele havia contraído Aids, o hoje cultuado espanhol Pablo, dublador do programa “Qual é a música?”, de Silvio Santos, tentou por três vezes voltar ao Brasil e acabar de vez com o boato. Mas o artista, que passou 25 anos trabalhando na Europa, passou por uma série de tragédias pessoais que o impediram de retornar.
Primeiro perdeu o pai, que morreu após batalha contra o câncer. Depois, a mãe sucumbiu ao Alzheimer, causando muito sofrimento para toda a família. E para completar, há três anos, foi atropelado em Londres, onde morava, o que lhe rendeu quatro meses andando de muletas e mais seis meses de fisioterapia. No Brasil, Pablo, nascido Augusto Jose Rodriguez Carrascal, continuava mortinho da silva. Segundo ele, o jornal que publicou a informação equivocada não se retratou.

“Depois que descobriram o erro, me entrevistaram por duas horas por telefone, mas a matéria nunca foi publicada. E sempre que eu ligava para a redação tentando saber quando sairia, era maltratado”, diz Pablo.
Finalmente de volta ao Brasil, onde chegou pela primeira vez aos 15 anos com a família, Pablo quer voltar a fazer seus shows. Ele se emociona com a receptividade dos brasileiros, mesmo após mais de duas décadas afastado. “Até hoje sou reconhecido na rua, mesmo com óculos, sem maquiagem e cabelos penteados para trás. Tive medo que me ignorassem. Mas o povo brasileiro é puro coração, coisa que não se vê muito na Europa”.

A carreira artística de Pablo começou na noite paulistana, onde se apresentava tanto na “Boca do Luxo como na do Lixo”. “De manhã, trabalhava em banco e à noite fazia shows de dublagem e dança”, conta.

Agora, com 55 anos, Pablo quer continuar no palco. Desde que voltou ao Brasil, emagreceu 15kg e faz planos para possíveis apresentações. “Quero voltar a fazer shows mais adequados à minha idade, com maquiagem mais leve e penteado mais moderno. Ainda danço e trabalho com marionetes”.

No momento, está ansioso pelo reencontro com o mestre Silvio Santos, nesta terça, 13, depois de 25 anos. “Estou nervoso. Ele é a pessoa que mais me ajudou, é meu padrinho artístico”. Será que Silvio, no tão esperado encontro, vai soltar o famoso bordão que consagrou o artista? “Pablo, qual é a música?”.

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